E logo nas sinagogas pregava a Jesus, que este era o filho de Deus. Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam esse nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais sacerdotes? Saulo, porém, se fortalecia cada vez mais e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo. Atos 9:20-22
- Se o consideram como pecador, ele foi extremamente pecador;
- Se o olharmos como perseguidor, ele odiava em extremo aos Cristãos e perseguia-os até as cidades distantes;
- Se o observarmos como convertido, sua conversão foi a mais notável de todas as que temos lido, consumada por meio de um milagroso poder e pela própria voz de Jesus que lhe falou desde o céu: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”.
- Se o olhamos simplesmente como Cristão, vemos que foi extraordinário, que amou o seu Mestre mais que outros, e procurava exemplificar, mais que todos os demais, a graça de Deus em sua vida.
- Mas se o consideramos como apóstolo e pregador da Palavra, ele se destaca de maneira eminente como o príncipe dos pregadores, que pregou inclusive diante de reis e imperadores como Agripa e Nero, e esteve diante de imperadores e reis por causa do nome de Cristo.
Quando ele trabalhava, absolutamente todas suas energias, cada nervo, cada tendão, era utilizado ao máximo no trabalho que ele devia fazer, fosse trabalho ruim ou bom.
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)
Paulo, podia falar com toda a experiência no tocante ao seu ministério, posto que ele foi o maior dos ministros do Evangelho de Jesus Cristo. Não há despropósito no que ele fala. Tudo provém do profundo de sua alma. E podemos estar seguros de que quando escreveu isto, escreveu com mão firme: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”
Paulo descobriu o porque tinha que pregar o Evangelho! E você já descobriu?
Porque eu e você, que somos da Comunidade Cristã Bereshit, temos a obrigação de pregar o Evangelho?
Essa é uma questão que intriga muitos cristãos. Mas, com base na Bíblia, podemos ver pelo menos dez razões para cumprir o “Ide” de Cristo. Devo pregar o Evangelho porque:
1. Cristo ordenou.
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Uma vez que Ele mandou, deve haver razões para isso. Do contrário, Ele não teria mandado.
2. Contribui para a minha própria salvação.
“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2:12), é o conselho do apóstolo Paulo. Ao pregar para os outros sobre a vida eterna, eu mesmo não desejarei ficar fora dela.
3. O Evangelho apresenta um correto conceito sobre Deus, que, acima de tudo, é amor.
“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4:8). O conceito de um Deus que ama Suas criaturas a ponto de morrer por elas não está presente nas religiões pagãs. Mesmo entre os cristãos, muitos vêem Deus como um ser duro, juiz severo, pronto a punir pelo menor erro cometido.
4. Com a pregação do Evangelho, começa a restauração da imagem de Deus em quem o aceita.
- “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8).
- “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas” (Cl 1:21).
Pela aceitação do Evangelho, a imagem de Deus já começa a ser restaurada no ser humano e há grande melhora na qualidade de vida de quem o aceita: canibais se tornam seres ternos e amáveis; pessoas sujas, doentes e quase sem nenhuma higiene se tornam limpas e saudáveis; o medo dos deuses e dos espíritos dá lugar à adoração a Deus pelo amor, etc.
5. A pregação do Evangelho prepara o mundo para o fim.
“E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14). Obviamente, Deus não ficará como nosso refém quanto a vir ao mundo somente quando pregarmos o Evangelho. Se não o fizermos, Ele empregará outros meios e outras pessoas. O fato é que a pregação do Evangelho prepara as pessoas para os eventos finais da história deste mundo.
6. A pregação do Evangelho é a regra pela qual as pessoas conhecem o plano da salvação e podem ser salvas.
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:19, 20). Um indígena ou pagão que morre sem conhecer o Evangelho será salvo ou se perderá de acordo com a luz que teve quanto ao certo e errado (Rm 2:14, 15), mas essa é a exceção ao plano normal de Deus quanto à salvação. A exceção só confirma a regra.
7. Ajuda-me a ser altruísta e a cumprir o mandamento de Cristo.
“Amarás o teu próximo, como a ti mesmo” (Mc 12:31). O que desejo para mim (salvação, vida eterna, uma pátria celestial, reencontro com os entes queridos mortos, etc.) devo desejar também para meu semelhante.
8. Faz-me empático e parecido com Deus.
Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4). Ao pregar, engajo-me na mesma obra salvífica de Deus. Que privilégio o dos pregadores do Evangelho!
9. Pela pregação do Evangelho, o reino de Cristo invade o reino de Satanás, limitando, e mesmo quebrando, o poder desse inimigo sobre os pecadores.
“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor” (Cl 1:13).
10. A palavra de um pecador convertido tem mais credibilidade para outro pecador do que as palavras de um anjo de Deus.
A. Os anjos não conhecem, por experiência, as lutas, tentações e limitações de um ser humano. São os seres humanos que devem ser “embaixadores de Deus”. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5:20).
B. Também somos “carta de Cristo”: “Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co 3:3).
O papel de “embaixador” e “carta” é dado aos seres humanos, e não a anjos, que nunca pecaram.
Como está você no assunto da pregação do Evangelho? Engajado? Se não, por quê?
A verdade é que Deus não tem outra boca a não ser a nossa, outros pés que não os nossos, outras mãos que não as nossas. Ele poderia pregar o Evangelho mais rapidamente e melhor por outros meios, mas Ele prefere contar com você.
Que possamos fazer de 2022 o ano da FIDELIDADE em Deus e nos engajarmos como Comunidade Cristã Bereshit a pregar o evangelho que transforma e salva o ser humano.

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