1 Tessalonicenses 4:15-18 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. v16Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com
o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Os cristãos tessalonicenses, tão recentemente convertidos do paganismo, estavam tremendamente preocupados (cf. 4.13,18). Tendo o Senhor ainda não vindo e alguns deles morrido, a pergunta lógica era: O que será dos mortos cristãos na vinda do Senhor? Eles
perderão a glória ou o seu Reino e reinado? Não é necessário defendermos que estes cristãos fundamentaram a crença cristã de que não morreriam antes de Cristo
voltar. Aqueles que argumentam que o próprio Paulo foi o primeiro a acreditar que não morreria antes de Cristo voltar e que depois mudou de idéia também estão interpretando erroneamente a
expressão da esperança cristã nas cartas de Paulo. A iminência da segunda vinda de Cristo era característica da fé dos cristãos regenerados em todos os períodos da história
da igreja. O mesmo ocorre hoje. Fazia parte do próprio ensino de Jesus (Mt 24.36-44; Lc 12.35-40).
O propósito de Paulo é instruir e consolar os cristãos quanto ao problema que surgira tão naturalmente. Esta não é descrição
detalhada do segundo advento. Contudo é a primeira e, na realidade, a única declaração totalmente explícita no Novo Testamento sobre o arrebatamento dos santos. As outras passagens em questão
dependem em um grau ou outro da interpretação desta. Paulo conforta os corações preocupados com a instrução de que os cristãos falecidos terão parte plena no Reino próximo.
De nenhuma maneira eles estão em desvantagem quando comparados com a igreja viva. Todos os cristãos, vivos e mortos, estão “em Cristo”, e nada pode separá-los do amor e propósito de Cristo para eles (cf. Rm 8.38,39). A relação dos cristãos com Cristo transcende (vai alêm ou supera) o tempo e é mais forte que a morte.
1. A ATITUDE CRISTÃ PARA COM A MORTE
Paulo usa a expressão não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes (v.13).
Ele usa uma expressão suave para aludir aos mortos: Acerca dos que já dormem (v.13), o descanso e o despertamento futuro do corpo, estão bem à vontade na fé cristã.
Paulo escreve aos cristãos:
Para que não vos entristeçais (“vos aflijais”) como os demais (cf. “os que estão de fora” no v.12). Que não têm esperança (v.13). Paulo não está indicando a maneira ou grau de tristeza, mas que os cristãos não devem se entristecer quanto aos que morreram em Cristo. Sendo
assim, teríamos de entender que “entristecer-se” ou “afligir-se” significa tristeza ou aflição interior contínua.
A esperança cristã envolve:
- A confiança em Deus Efésios 2:12,13 Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
- O estado “com Cristo” Filipenses 1:23 Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.
- A ressurreição do corpo. 1 Tessalonicenses 4:16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
2 FUNDAMENTOS DA ESPERANÇA CRISTÃ
A ressurreição de Jesus (o nome humano de nosso Senhor liga sua humanidade com a nossa), artigo de fé fundamental na crença cristã 1 Coríntios 15:17-19 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só
nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Cristo está vivo para sempre na glória não vista; os mortos cristãos estão nele e participando ativamente com ele; não podem, portanto,
perder a parousia (presença temporaria de Jesus), visto que Deus os trará com Cristo quando este voltar
- A palavra do Senhor (1 Tessalonicenses 4:15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.) é outro argumento de Paulo. É na autoridade de Cristo que Paulo ensina que os que estiverem vivos na ocasião da vinda de Cristo não terão vantagem sobre os mortos cristãos.
- O conceito importante da segunda vinda é a iminência, e não devemos ler mais que isso na passagem.
- Paulo viveu em expectativa ininterrupta da volta do Senhor, como deve viver todo cristão. De forma alguma iremos antes dos que já dormem.
3. A APARIÇÃO DO NOSSO SENHOR
1 Tessalonicenses 4:16-18 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão
primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas
palavras.
Porque o mesmo Senhor (v.16; “este mesmo Jesus”, Atos 1:11 Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes
ir.), não um anjo, mas aquele a quem eles amam e servem, aquele que conhece os que lhe pertencem (2 Tm 2.19), descerá do céu (cf. Jo 14.1-3).
Certos expositores supõem que os três fenômenos auxiliares, o alarido, a voz e a trombeta, são três expressões de uma mesma coisa; mas podemos reputar que cada um tem um significado distinto.
- O alarido “grito de comando”, é palavra usada no grego para denotar o brado do comandante aos seus soldados em combate, o grito do cocheiro aos seus cavalos, ou o comando do mestre de um navio aos seus remadores. E uma convocação superior e autorizada, que empolga e estimula. Fala aqui de Cristo como Vencedor (cf. Jo 5.25-29). No único outro lugar da Bíblia que menciona arcanjo (Jd 9), a referência é a Miguel.
- A trombeta “som da trombeta” de Deus (cf. 1 Co 15.52) acompanha caracteristicamente e denota a importância, solenidade ou majestade de grandes ocasiões religiosas (cf. Ex 19.16,19). Não há nada nesta passagem que apóie a idéia de arrebatamento secreto. Com o grito de comando, dado talvez pelo arcanjo, os que morreram em Cristo serão chamados da sepultura e ressuscitarão primeiro. Apequena frase os que morreram em Cristo apresenta de modo brilhante e conciso uma verdade preciosa: não é que em vida eles estavam em Cristo, mas que na morte eles estão em Cristo e com Cristo.
- Paulo trata da doutrina da ressurreição com alguns detalhes em 1 Coríntios 15. Enquanto o Senhor desce, os cristãos sobem para encontrar o Senhor nos ares. 1 Tessalonicenses 4:17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor..
Só nos resta a entender que, no mesmo ato súbito pelo qual os mortos em Cristo serão ressuscitados, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas
nuvens.
Os que estiverem vivos não têm vantagem sobre os que estiverem mortos. Seremos arrebatados é tradução do verbo grego harpazo, que quer dizer
“apoderar-se, reivindicar avidamente para si mesmo, arrebatar, apanhar, agarrar e levar a toda velocidade, capturar, pegar de surpresa”. Disto derivamos o termo “arrebatamento”.
Haverá uma reunião feliz com os amados falecidos e ressuscitados; os que estiverem vivos serão arrebatados juntamente com eles. Para realizar isto, o corpo
dos que estiverem vivos terá de ser transformado (cf. Rm 8.23; 1 Co 15.50-53; Fp 3.21).
As nuvens e os ares significam a atmosfera inferior sobre a terra. Talvez haja sinal de conquista nas expressões, visto que Paulo diz que os ares são o domínio
de Satanás (Ef 2.2), e outros textos falam que as nuvens estão associadas com a volta do Senhor em poder (Dn 7.13; Mt 24.30).
Conclusão:
A declaração conclusiva de Paulo nos leva a entender que o quesito realmente importante acerca de tudo isso é a verdade gloriosa de que “estaremos para
sempre com o Senhor”. Afinal de contas, é isto que torna o céu significativo para o cristão. É esta sua meta (cf. Fp 3.7-14). A passagem contém muito pouco para satisfazer a mera curiosidade.
Paulo nada fala sobre uma seqüência detalhada dos acontecimentos, o destino dos incrédulos, o estado intermediário e o julgamento. A cortina do futuro foi aberta e vimos o suficiente para fazer nosso coração pular de esperança e alegria. O triunfo final para o cristão é certo por Cristo.
MANTENDO VIVA A FÉ, O AMOR E A ESPERANÇA.

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