Você se considerada uma pessoa Vaidosa?
TEXTO: Eclesiastes 1:1,2
“Palavras do
pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. Vaidade de
vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.”
Introdução:
Segundo o dicionário
Vaidade é: qualidade
do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória. Valorização que se
atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou
intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas
ou admiradas pelos outros.
O
livro de Eclesiastes é um livro da bíblia considerado um livro emblemático, por
seu autor possuir uma linguagem alegórica.
Seu
autor não é expressamente confirmado, o Livro
de Eclesiastes não identifica diretamente o seu autor. Há alguns versículos que
dão a entender que Salomão escreveu este livro. Existem alguns indícios no
contexto que podem sugerir que uma outra pessoa escreveu o livro após a morte
de Salomão, possivelmente centenas de anos mais tarde. Ainda assim, a crença
convencional é que o autor era na verdade Salomão.
1. Quando
foi escrito: O reinado de Salomão como rei de Israel durou de cerca
de 970 AC até cerca de 930 AC. O livro de Eclesiastes foi provavelmente escrito
no final do seu reinado, em aproximadamente 935 AC.
2. Propósito: Eclesiastes
é um livro de perspectiva. A narrativa do “Pregador”, ou “Sábio”, revela a
depressão que inevitavelmente resulta da procura da felicidade em coisas
mundanas.
a)
Este livro dá aos Cristãos a oportunidade de ver o mundo através dos olhos de
uma pessoa que, apesar de muito sábio, está tentando encontrar sentido em
coisas humanas e temporárias.
b) Quase todas
as formas de prazer mundano são exploradas pelo Pregador, e nenhuma delas lhe
dá sentido algum.
c)
No final, o pregador chega a aceitar que a fé em Deus é a única maneira de
encontrar um significado pessoal. Ele decide aceitar o fato de que a vida é
breve e, no fim das contas, inútil sem Deus. O pregador aconselha o leitor a
concentrar-se em um Deus eterno, em vez de prazer temporário.
3. Versículos-chave: Eclesiastes
1:2: “Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.”
a) Eclesiastes 1:18: “Porque na muita sabedoria há
muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.”
b) Eclesiastes 2:11: “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o
trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr
atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.”
c) Eclesiastes 12:1:
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus
dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer.”
d) Eclesiastes 12:13:
“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus
mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.”
4. Resumo
do livro: Duas frases são repetidas muitas vezes em
Eclesiastes.
a) A
palavra traduzida como “vaidade” aparece muitas vezes e é usada para enfatizar
a natureza temporária das coisas mundanas.
b) No
fim das contas, mesmo as conquistas humanas mais impressionantes serão deixadas
para trás.
c) A
expressão “debaixo do sol” ocorre 28 vezes e refere-se ao mundo mortal. Quando
o pregador se refere a “todas as coisas debaixo do sol”, ele está falando de
coisas terrenas, temporárias e humanas.
5. A busca pela satisfação: Os sete primeiros capítulos do livro de Eclesiastes descrevem todas as coisas mundanas “debaixo do sol” nas quais o Pregador tenta encontrar satisfação.
a)
Ele tenta descobrimentos científicos (Ec.1:10-11),
b)
sabedoria e filosofia (Ec.1:13-18 ),
c)
alegria (Ec.2:1),
d)
álcool (Ec.2:3),
e)
arquitetura (Ec.2:4),
f)
bens (Ec.2:7-8) e luxúria (Ec.2:8).
g)
O Pregador concentrou-se em filosofias diferentes para encontrar um
significado, tal como o materialismo (Ec.2:19-20) e até mesmo os códigos morais
(incluindo os capítulos 8-9). Ele descobriu que tudo era vaidade, uma distração
temporária que, sem Deus, não tinha nenhum propósito ou longevidade.
6. Como a vida deve ser vivida: Os capítulos 8-12 de Eclesiastes
descrevem as sugestões e comentários do Pregador sobre como a vida deve ser
vivida. Ele chega à conclusão de que, sem Deus, não há nenhuma verdade ou
sentido à vida. Ele já tinha visto muitos males e percebido que mesmo as
melhores realizações do homem não valem nada em longo prazo. Assim, ele
aconselha o leitor a conhecer a Deus desde a juventude (Ec.12:01) e seguir a Sua vontade (Ec.12:13-14).
7. Prenúncios: Para
todas as vaidades descritas no livro de Eclesiastes, a resposta é Cristo.
a) De
acordo com Eclesiastes 3:17, Deus
julga os justos e os ímpios, e os justos são apenas aqueles que estão em Cristo
(2 Coríntios 5:21).
b) Deus
colocou o desejo pela eternidade em nossos corações (Eclesiastes 3:11) e tem
providenciado o Caminho da vida eterna através de Cristo (João 3:16).
c) Somos
lembrados de que ir atrás da riqueza do mundo não só é vaidade, porque não
satisfaz (Eclesiastes 5:10), mas mesmo se pudéssemos alcançá-la, sem Cristo
perderíamos nossas almas e que proveito há nisso? (Marcos 8:36).
d) No
fim das contas, cada decepção e vaidade descritas em Eclesiastes, encontram a
sua solução em Jesus Cristo, na sabedoria de Deus e no único verdadeiro
significado a ser encontrado na vida.
Conclusão: Eclesiastes oferece
ao Cristão a oportunidade de compreender o vazio e o desespero com os quais
aqueles que não conhecem a Deus têm que lidar. Aqueles que não têm uma fé
salvadora em Cristo se deparam com uma vida que no fim das contas vai acabar e
tornar-se irrelevante. Se não há salvação, e não há Deus, então não existe
nenhum sentido, propósito ou direção para a vida. O “mundo debaixo do sol”,
longe de Deus, é frustrante, cruel, injusto, breve e total “vaidade”. No
entanto, com Cristo a vida é apenas uma sombra das glórias por vir em um
paraíso que só é acessível por meio dEle.
Pr Jeferson Pereira
Líder da C.C.B.
João Pessoa - PB

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